publico poemas

publico poemas
para vencer a política
de uns tipos cujos pescoços grossos
rompem qualquer colarinho
enquanto a decência sobrevive
em uns poucos cães abandonados

publico poemas
para não comparecer 
a congressos de letras
que terminam por descobrir (e publicar)
que os congressos de letras
produzem fantásticos conhecimentos 
sobre os congressos de letras

publico poemas
porque a beleza morreu em 1930
mas não sei o que pôr no lugar
nunca saio bem nas fotos
e as mensagens positivas
os cartões com suas cores berrantes
têm a ardência seca da fuligem 
em um mundo feito um corredor de ônibus

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Sobre pedrogonzaga

Músico, professor, tradutor e azarão da escrita. Ver todos os artigos de pedrogonzaga

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