manhã

de um resto de fé
capaz de conjurar
despojos
nasce a manhã
feita de orvalho e saliva
cedro e ignorância

esperada adversidade
entre árvores ainda verdes
flor de sangue a carne
sempre desobediente
à sombra da sesta

então as duas estrelas
mas logo a constelação
mais uma vez
extinta de luz
pavimentará de pedras negras
o firmamento da noite

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Sobre pedrogonzaga

Músico, professor, tradutor e azarão da escrita. Ver todos os artigos de pedrogonzaga

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