o som que escutamos

o som que escutamos não vem dos pneus
mas da poeira que deixa de flutuar calada

morangas evoluídas em formas sinistras
e teu pescoço de cântaro e suor luminoso

teremos vencido insones três fronteiras
até que a fome e o cansaço abrissem a porta

o motor mói a cana num sumo cor de mostarda
e teu vestido paira frouxo à metade das coxas

uma criança ranhenta corre atrás dos tomates
balaios de palha dançam como jovens macacos

a tabuleta vaga frouxa ao fim de mais um verão
e teu tornozelo lavado no banho da próxima noite

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Sobre pedrogonzaga

Músico, professor, tradutor e azarão da escrita. Ver todos os artigos de pedrogonzaga

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