sem alarde

debaixo da tua pele limpa
dizem que atrás do esterno
sólido como certas manhãs
pulsa um monolito negro
de forma quase imperceptível
bate o sangue em tuas veias azuis
mas ao sol o que se vê
é a luz leitosa do quartzo

onde ouviam vibrar os marinheiros
o eco daqueles antigos cantos
mineralmente danados
vinte séculos depois
enquanto a primavera acaba
sem alarde em porto alegre
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Sobre pedrogonzaga

Músico, professor, tradutor e azarão da escrita. Ver todos os artigos de pedrogonzaga

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